Labsletter #22

SEMANA DE 18 A 25 DE JUNHO

O mercado de criptomoedas parece não conseguir se recuperar, com seus principais ativos sofrendo quedas constantes. Este foi o caso, inclusive, do bitcoin - seu principal ativo - que atingiu no domingo US$ 5.826,41, uma nova baixa para 2018, e fechou esta semana em, aproximadamente, US$ 6.290,50.

Apesar disso, determinados players do mercado parecem estar mais otimistas quanto a recuperação do valor do bitcoin após a notícia de que a exchange Mt. Gox – famosa pelo grande hack de US$ 473 milhões em 2013 que resultou em sua falência – está iniciando o processo de recuperação. Com efeito, nos últimos meses, diversos veículos de comunicação afirmaram que a queda do valor do bitcoin estava relacionada com a venda de vasta quantidade dos mesmos pelo administrador responsável pela Mt. Gox durante o período de falência. Sendo assim, a notícia de que a exchange entrou na fase de recuperação significa que o administrador não venderá mais os bitcoins em sua posse, mas sim pagará os credores com a própria criptomoeda, o que reduzirá, por enquanto, a venda dos ativos no mercado.

Já detentores da EOS estão apreensivos com a notícia de que o EOS Core Arbitration Forum (ECAF) - um órgão criado para resolver disputas na comunidade -, atuando com base em uma Medida de Emergência da Ordem e Proteção, solicitou que os produtores de blocos não processem transações de 27 diferentes endereços de carteiras. A Ordem, todavia, não expressa os motivos para tal atitude, os quais seriam apresentados posteriormente.

A semana também não foi fácil para o Bitcoin que recebeu duras críticas do Banco de Compensações Internacionais (BIS) , instituição que serve como banco central para outros bancos centrais. Segundo o BIS, as criptomoedas apresentam uma série de falhas, o que as impede de atender às expectativas elevadas criadas nos últimos anos. Para tanto, seria necessário que a blockchain processasse as transações de varejo digital que são atualmente administradas pelos sistemas de processamento tradicional. Caso, porém, o Bitcoin tivesse êxito, à medida que aumentasse o volume de transações registradas, isso acabaria sobrecarregando tudo, podendo, inclusive, “quebrar a internet”.

Exchanges regulamentadas japonesas devem proibir negociações com informações privilegiadas e moedas de privacidade (Bitcoin.com) A associação japonesa supostamente forneceu um preview de suas regras de auto-regulamentação, que teriam como foque insider trading e moedas de privacidade.

 

Startup de criptomoedas Circle revela como escolhe novos tokens para serem listados (Coindesk) De acordo com a empresa, são analisados 5 critérios: os fundamentos do projeto, a tecnologia que sustenta o token, as pessoas por trás do projeto, o modelo de negócio empregado e o mercado disponível.

 

Escritório de Ética dos EUA (OGE): Funcionários do governo devem divulgar suas posses de Cripto (Law) Para o OGE, a criptomoeda é uma propriedade mantida para investimento ou produção de renda, em vez de uma moeda "real" ou moeda legal, e sua posse por um funcionário pode criar um conflito de interesses.

 

Universidade de Stanford lança novo centro de pesquisa Blockchain (Ethnews) O Centro de Pesquisa Blockchain será um lugar que reunirá profissionais da indústria e cientistas universitários para desenvolver as melhores práticas para este campo potencialmente transformador.

Banco Central cria laboratório para incentivar o desenvolvimento de blockchain no Brasil (Criptomoedas Fácil) O Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas foi criado pelo BACEM com o objetivo de fomentar e incentivar o desenvolvimento de soluções financeiras e tecnológicas.

Como as criptomoedas afetam a política monetária? (Andrea O’Sullivan; Coincenter) Para uns as criptomoedas podem minar a capacidade dos bancos centrais de administrar as metas da política econômica nacional; enquanto que para outros os bancos centrais podem ser auxiliados pela emissão de sua própria criptomoeda nacional. A autora, contudo, explica por que nenhum desses resultados é provável, pelo menos no futuro próximo.

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